As mudanças do mercado editorial com a presença da mídia digital
Autor: Monike Fernandes Pereira e Paulo Durão
Monike Fernandes Pereira, Técnica em Artes Gráficas pelo SENAI Fundação Zerrenner,
aluna do 6º semestre do curso de editoração das Faculdades Integradas Rio Branco.
E-mail: monike.nika@gmail.com
Paulo Durão, Mestre em Artes/História da Cultura e Especialista em Comunicação
e Artes pela Universidade Mackenzie; graduado em Design Gráfico pela Faculdade de
Belas Artes de São Paulo, técnico em Artes gráficas pelo SENAI e Publicidade pela
FECAP. Professor dos cursos de Editoração, Publicidade, Jornalismo e Design das
Faculdades Integradas Rio Branco; professor no curso de Design na FMU, além de ter
ministrado aulas na Universidade Ibirapuera para o curso de Publicidade e Propaganda.
E-mail: paulodurao@terra.com.br
Resumo
O mercado editorial está em crescimento, a classe média está aumentando e o mercado
de livros digitais está começando a dar os primeiros passos no país. Os rumores
de que o impresso será extinto devido à presença do meio digital não é verdade,
já que podemos perceber que os setores estão em crescimento, e uma das maneiras
de driblar um possível substituto é unir o meio impresso ao digital, um complementa
o outro.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
A internet ainda não foi capaz de diminuir o prestígio nem as vendas
dos livros impressos, conforme os dados obtidos no Relatório de Produção
e Vendas do setor Editorial Brasileiro (2009), realizada anualmente pelo Sindicato
Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Este relatório fornece um panorama completo do mercado editorial no país
e através destes dados podemos verificar abaixo (tabela 1) que há
um constante crescimento nas vendas dos livros e também do faturamento.
PRODUÇÃO E VENDAS DO SETOR EDITORIAL BRASILEIRO
Tabela 1: (http://www.snel.org.br/ui/pesquisaMercado/diagnostico.aspx)
A internet está mudando significativamente o comportamento de leitura em
relação à busca de notícias rápidas. Você
se conecta às páginas no ciberespaço e obtém notícias
do dia, com ou sem custo e sem agredir o meio ambiente, afinal gastase toneladas
de papel com o jornal impresso.
O jornal é o segmento que, sem dúvida, foi alvo das mudanças
mais significativas do século XX, Julio Coutinho, diretor da Q.I. Press Controls
América Latina diz:
Assim como a televisão a cores ameaçou em sua época o mercado
de revistas, a Internet tem sido indicada como séria ameaça aos jornais.
O que se vê na atualidade é uma convivência entre as duas mídias
e certamente pode-se afirmar que haverá uma convivência harmoniosa
entre ambas. Somos da opinião de que uma complementa a outra. Certamente
os jornais já estão e continuarão a necessitar de criatividade
e atualização para que possam enfrentar a convivência com internet.
(COUTINHO, 2010, p. 46).
Do ponto de vista de Fernando Campião, responsável pela área
de jornais da Agfa:
Na verdade, o jornal é um produto lucrativo e viável. Claro que não
diferente de outras indústrias, também passa por mudanças,
e naturalmente precisa se adaptar aos novos modelos de mercado. Se olharmos em volta,
muitas das indústrias que por anos tiveram seu processo estável e
previsível, também estão passando por um processo cíclico
de renovação. Vejam o que tem ocorrido com a automobilística,
de energia, de computadores, livreira, e outras. Eu creio que a dificuldade do jornal,
hoje, é planejar o futuro sem ter uma definição clara de por
onde essa informação irá fluir. Se de forma digital, numa tela
de computador, numa tela de iPad, numa tela digital qualquer ou se continuará
no papel jornal. Eu, pessoalmente, crio que haverá espaço por um bom
tempo para a convivência desses meios. E de uma coisa tenho certeza: os jornais
continuarão a ser o melhor e mais confiável meio de gerir informação,
independente da forma como essa informação será divulgada (CAMPIÃO,
2010, p. 46 e 47)
Atualmente, uma das melhores formas para se obter uma leitura profunda e demorada,
continua sendo a velha tinta preta no papel, acompanhada das outras experiências
que acompanham a boa leitura. O público que sente prazer em ler tem afeto
físico pelo livro, o escolhe na estante e sente prazer em folhear. Esse tipo
de comportamento ainda existe, mas com o passar dos anos e com o surgimento de novas
tecnologias, esse comportamento está mudando aos poucos.
Já podemos dizer que, há alguns anos, existe no mercado um livro eletrônico
viável: o Kindle, da Amazon, pequeno aparelho que tem como função
principal ler e-books1 (livros digitais) e outros tipos de mídia
digital.
O aparelho possibilita baixar (download) qualquer livro de um catálogo de
20 mil títulos (quase todos em inglês), com a vantagem de que pode
ser feito de qualquer lugar, pela rede 3G, e tem capacidade para armazenar até
1.500 obras no aparelho que pesa 400 gramas. Sua tela é monocromática
e pequena, com apenas 6 polegadas. O ponto forte deste produto é a sua tela,
pois ele não emite luz. A tela é feita de tinta de verdade - preta
para as letras, branca para o fundo, e a leitura flui como se a tela fosse de papel.
Quando a página é virada, a tinta eletrônica demora para se
reposicionar e virar a página é eufemismo, na verdade, ao contrário
de um livro comum, elas não são sensíveis ao toque, tem de
apertar um botão para que a página vire, e isso não é
muito legal quando se quer imitar um livro.
Em agosto deste ano, o mais novo lançamento é o Cooler, produzido
pela CoolerBook, e vendido no site do Gato Sabido, www.gatosabido.com.br, ele roda
no sistema operacional Linux, mas é compatível com Windows e Mac.
Não tem conexão sem fio, transfere livros via cabo USB. Pode armazenar
até 4GB com cartão SD, possui o processador Samsung e a bateria gira
8 mil páginas, hoje seu preço está em torno de 600 reais, e
a sua tecnologia funciona com uma tela “estilo papel”, reproduzindo
a experiência real da leitura de um livro convencional.
Figura 1: Kindle http://www.mobilewhack.com/wp-content/images/2009/05/amazon-kindle-2-photo.jpg;
Cooler http://farm4.static.flickr.com/3511/3833700732_d7f6a4580d_o.jpg
Em janeiro de 2010, surgiu o iPad, aparelho em formato de prancheta, que une as
funções de computador, videogame, tocador de música e visualizador
de vídeos, além de leitor de livros digitais. Tudo o que Kindle não
tem, o iPad tem de melhor: tela enorme, colorida, páginas que você
vira com os dedos, sem botão, como se estivesse com um livro real. Mas o
iPad tem uma diferença significativa em relação ao Kindle,
sua tela é de LCD que emite luz, por isso, ler um livro inteiro nele é
cansativo para os olhos.
Figura 2: http://www.revolucaodigital.net/wpcontent/uploads/2010/01/apple_iPad_01.jpg
Hoje, dezenas de empresas estão trabalhando justamente para unir o que os
dois têm de bom. A Philips, está desenvolvendo um protótipo,
o Liquavista, com tela colorida de tinta. A empresa E-Ink, que faz a tela do Kindle,
também está pesquisando para solucionar a união. A qualquer
momento, um livro eletrônico ideal chegará ao mercado.
Leitores de livros digitais
Existem 4,6 milhões de brasileiros que lêem livros em formato digital,
de acordo com o gráfico abaixo, este índice ainda é baixo comparado
aos 90,5 milhões que lêem revistas e 86,5 milhões que lêem
livros conforme a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.
Gráfico 1: Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2008 pelo Instituto
Pró-Livro
O livro digital serve como ajuda para criar o hábito da leitura e o formato
digital produz maior apelo entre os leitores mirins, de acordo com a coordenadora
do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp), Maria Márcia Sigrist Malavasi. A leitura de um livro
físico é mais proveitosa do que de um eletrônico, mas as duas
formas são vantajosas.
“A leitura digital ainda deixa o jovem muito isolado, no entanto, entre a
inexistência da leitura e a existência da leitura digital, é
preferível aproveitar a leitura em formato digital. Eles tem cor, ação,
movimento. Então, quanto menor a criança, maior efeito tem na motivação
para ler” (MALAVASI, 2010, p. A10).
Mercado para livros digitais
O segmento editorial brasileiro está apostando na conversão do livro
impresso para o formato digital como alternativa para atrair mais leitores. De acordo
com a consultoria IDC – especializada em tecnologia da informação
e telecomunicações – as vendas mundiais de E-Readers (leitores
de livros digitais), devem ter alcançado 5 milhões de unidades em
2010 e ultrapassar 6 milhões em 2011.
As vendas dos e-books começam aos poucos a dar os primeiros passos no País,
com lançamentos de títulos em todas as áreas. Entre livrarias
e editoras que oferecem e se propõem a comercializar o produto tecnológico
estão Cultura, Saraiva, Editora Melhoramentos e Artmed, com expectativa de
investimentos de até R$ 1,2 milhão nos próximos cinco anos.
O tema “livros digitais” foi apresentado para o público na Bienal
do Livro que aconteceu em agosto de 2010, nos estandes da Imprensa Oficial, Submarino,
Editora Positivo, livraria Gato Sabido e na Melhoramentos chamando a atenção,
principalmente de crianças e adolescentes.
De acordo com o diretor comercial da Editora Melhoramentos, Manildo Cavalcante,
o público infanto-juvenil incentivou a empresa a lançar 20 livros
em formato digital, incluindo a obra “O menino maluquinho”, de Ziraldo,
e outros como “Meu Pé de Laranja Lima”, que é um verdadeiro
sucesso de vendas. A expectativa é a de que, em 2010, as vendas totais –
livros físicos e virtuais – aumentassem 20% em relação
ao ano anterior, quando a Melhoramentos registrou 15% de crescimento
Investimos US$ 250 mil na conversão dos formatos e devemos aplicar mais US$
1 milhão nos próximos cinco anos. (CAVALCANTE, 2010).
Por sua vez, a Livraria Cultura tem uma loja apenas para esse formato. São
120 mil exemplares – apenas 1 mil em português – mas com importância
significativa na sua estratégia de crescimento. Segundo o diretor comercial
da Cultura, Fábio Herz, as editoras estão se adaptando à no
va realidade de mercado.
As vendas de e-books representam 1% do nosso faturamento. Ainda é pouco,
mas sentimos que esse nicho deverá crescer muito. (HERZ, 2010)
O livro digital tem várias vantagens que poderão ser fatores relevantes
para a sua aquisição. As vantagens estão na portabilidade,
quer permite levar o arquivo em cartões de memória, Pen-Drives, CDs,
ou deixá-lo armazenado na web. O preço, em média, é
30% menor que a versão impressa, sem falar na praticidade e no peso da obra,
outro fator é poder buscar por assuntos com palavras-chaves.
Índices de vendas e preços dos livros
A CBL, o sindicato dos editores e a FIPE divulgaram, conforme tabelas 2 e 3, que,
em 2009, foram publicados no país 52.509 títulos (2,7% a mais do que
em 2008), com um total de 386.367.136 exemplares (aumento de 13, 5%). As vendas
em 2009 atingiram 228.704.288 exemplares.
Tabela 2: Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, 2009. Realizada
pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) http://www.cbl.org.br/telas/cbl/downloads
Tabela 3: Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, 2009. Realizada
pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas)
Gráfico 2: Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, 2009. Realizada
pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas)
No período de 2004-2009, os preços reduziram-se em termos reais 36,14%
no subsetor Didáticos, 21,17% no subsetor Obras Gerais, 44,9% no subsetor
Religiosos e 34,24% no subsetor CTP, consideradas as vendas ao mercado como um todo,
uma queda média dos preços médios reais de 33,42%. Isto significa
que, consideradas as vendas feitas pelo setor editorial ao mercado, o preço
médio do livro vendido, está cerca de 1/3 mais barato do que se encontrava
em 2004. O gráfico abaixo mostra a queda nos preços dos livros.
Através dos gráficos apresentados, podemos concluir que com o aumento
no número de vendas e a diminuição dos preços dos livros,
o mercado para os livros impressos está em crescimento e ao mesmo tempo ficando
mais acessível à população de menor renda.
Roberto Muylarert, presidente da ANER, faz uma análise dos avanços
do setor brasileiro e diz, através da Revista “Em Revista”2,
que as editoras brasileiras vivem um dos melhores momentos de sua história
e comemoram o crescimento das vendas, da circulação e da publicidade.
O aumento do poder de consumo da classe C também se reflete de maneira positiva
no mercado editorial.
A entrevista publicou alguns dados significativos sobre o mercado editorial de revistas.
Por meio de dados fornecidos pelo (IVC) Instituto Verificador de Circulação
e pela Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER), podemos
verificar um aumento no número de títulos publicados no Brasil.
Tabela 4: Fontes IVC e ANER
A pesquisa da financeira do grupo francês BNP Paribas, a Cetelem, em parceria
com o Instituto de Pesquisa Ipsos, apontou avanços importantes em relação
ao consumo brasileiro no ano de 2007. Houve um aumento da chamada classe C, que
já detém a maior fatia da renda nacional e reúne cerca de 90
milhões de indivíduos, quase metade da população do
país. Desta forma, podemos entender que quanto mais pessoas tiverem o poder
de consumir, mais perto estarão de descobrir o prazer de consumir a leitura
através de revistas, livros, jornais e também na internet.
Gráfico 3: Pesquisa CETELEM – IPSO 2005/2006/2007
Daina Ruttul, diretora da Ipsos Marplan, empresa especializada em estudos de hábitos
de mídia e consumo, também destaca a importância da disseminação
do costume de leitura.
O aumento do poder aquisitivo permitiu que uma grande parcela da população
começasse a consumir bens, como revistas. (RUTTUL, 2010, p. 36)
Através da leitura da pesquisa Retratos da leitura no Brasil podemos verificar
que o número de nãoleitores diminui de acordo com a renda familiar
e com a classe social. Quase não há não-leitores na classe
A e há apenas 1% de não-leitores quando a renda familiar é
de mais de 10 salários mínimos. Isso pode levar à conclusão
de que o poder aquisitivo é significativo para a constituição
de leitores assíduos.
Gráfico 4: Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2008 pelo Instituto
Pró-Livro
Através destes dados podemos concluir que as pessoas que mais lêem
são as que mais tem poder aquisitivo.
Impressos X Digitais
O cenário do mercado para revistas está tão promissor que fica
evidente que as tradicionais revistas impressas, em vez de resistir à Internet,
estão somando forças. As editoras de revistas terão um grande
desafio, o de transformar a concorrência da internet em uma aliada de longo
prazo.
Procuramos estar sempre na vanguarda e encararmos a internet como oportunidade de
migração de nosso conteúdo com atributos complementares, e
não como um substituto de meio impresso (KACHAR, 2010, p. 38)
Conforme o relatório feito por Maria Antonieta da Cunha, da equipe da Pesquisa
Retratos da Leitura no Brasil, entre as boas surpresas, a maior, sem dúvida,
é o crescimento do índice de leitura. Mesmo assim ela afirma:
Há uma grande, enorme fatia da população que não conhece
os materiais de leitura, ou conhece muito mal. Há um claríssimo problema
de acesso aos materiais de leitura, especialmente ao livro. Mesmo tendo-os por perto,
falta a descoberta, a volta na chave que faz a súbita ligação
e torna o sujeito capturado para a leitura. Ele não descobriu a senha. Por
isso mesmo, à frente da leitura (5º ou 4º lugar, conforme o enfoque),
depois apenas de ver televisão, ouvir música e (às vezes) ouvir
rádio, os entrevistados (mesmo os mais novos) afirmam preferir ocupar seu
tempo livre... descansando!!!
Ao mesmo tempo, a falta de tempo (com índices de às vezes mais de
50%) é a alegação mais comum dos entrevistados, em várias
respostas, para tentar justificar o não envolvimento com a leitura. (CUNHA,
2010, p.12)
Conclusão
A tecnologia que entrou no mercado editorial como: iPods, iPads, SmartPhones, E-reader,
permitiu uma grande inovação na leitura digital. Com essa mudança,
temos opções para lermos livros, revistas e jornais, através
da mídia impressa e digital.
Foi verificado que o livro digital estimula a leitura entre crianças e adolescentes
e que temos várias vantagens, como a portabilidade, preço reduzido,
praticidade e facilidade de encontr'ar palavras chaves, além de preservar
o meio ambiente já que não há a produção de papel.
As editoras estão em processo de adaptação a essa nova realidade,
porém as mídias impressas não perdem espaço no mercado,
e continuam em crescimento constante. Pesquisas relacionam que o fato procedeu do
crescimento da classe C, permitindo acesso à cultura e à leitura,
fato que refletiu no mercado editorial.
As editoras e revistas estão se adaptando à nova tecnologia e somando
forças, atribuindo que o mais importante é oferecer conhecimento contínuo.
Cada tipo de leitura tem seu espaço e público alvo a serem atingidos.
As editoras de revistas terão um grande desafio, o de transformar em aliada
de longo prazo a tecnologia digital, em vez de resistir.
Notas
1 - E-book - Livro em formato digital que pode ser lido em vários equipamentos
eletrônicos, inclusive celulares. Os formatos mai s comuns são PDF e HTML.
2 - Revista “Em Revista” Aner - Edição Especial - Setembro
Referências Bibliográficas
BARBOSA, João Alexandre. Entre livros. São Paulo: Ateliê
Editorial, 1999.
BEIGUELMAN, Giselle. Livro depois do livro. Editora Petrópolis; São
Paulo, 2003.
CAMPIÃO, Fernando. Jornais: Mudanças e Desafios.
DESKTOP. São Paulo, Edição 114, 42 a 47, Fevereiro/Março
de 2010.
CAVALCANTE, Manildo. E-reader em versão nacional. Diário do Comércio,
22 de Agosto de 2010. Disponível em: http://www.dcomercio.com.br/ materia.aspx?id=50595&canal=53
COUTINHO, Julio. Jornais: Mudanças e Desafios. DESKTOP. São
Paulo, Edição 114, 42 a 47, Fevereiro/Março de 2010.
CUNHA, Maria Antonieta. Pesquisa: Retratos da Leitura no Brasil. São
Paulo, 121. Professora aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG
e PUC-MG), 2010.
ECO, Umberto; CARRIERE, Jean Claude; TELLES, Andre. Não contém com
o Fim do livro. São Paulo, Record, 2010.
HERZ, Fabio. E-reader em versão nacional. Diário do Comércio,
22 de Agosto de 2010. Disponível em: http://www.dcomercio.com.br/materia.aspx?
id=50595&canal=53
KACHAR. Admirável Mercado Novo. Em Revista. São Paulo, Edição
Especial, IV, 31 a 41, Setembro de 2010.
MALAVASI, Maria Márcia Sigrist. Livro digital ajuda a criar hábito
da leitura. Correio Popular, 07 de novembro de 2010. Disponível em: http://www.sinosistema.net/sgc/sgc/index.php?
pessoa_id=138&acao_adm=clipping&cmp_ clipping_id=539229&acao=ver_detalhes.
Acesso em: 13/11/2010.
PESQUISA PRODUÇÃO e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, 2009. Disponível
em: http://www.abdl.com.br/UserFiles/FIPE2008.pdf
PESQUISA RETRATOS da Leitura no Brasil. Disponível em: http://www. prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=48
REVISTA “EM REVISTA” Aner - Edição Especial – Setembro,
2010.
RUTTUL, Daina. Admirável Mercado Novo. Em Revista. São Paulo, Edição
Especial, IV, 31 a 41, Setembro de 2010.
VILCHES, Lorenzo. A migração digital. São Paulo, 2003.